Coren-PI capacita Enfermeiros para inserção de DIU e Implanon

Capacitação de enfermeiros para inserção de DIU e de Implanon

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) através da Câmara Técnica de Saúde da Mulher iniciou nesta semana a fase prática da 3ª edição da Capacitação em Métodos Contraceptivos Reversíveis de Longa Duração (LARCs).

A capacitação tem como principal função a qualificação de Enfermeiros para a inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU) e do Implante subdérmico (Implanon).

Com início em Teresina, a capacitação está sendo na Unidade Básica de Saúde do Vale do Gavião e seguirá por diversas cidades, nas quatro macrorregiões de saúde do estado.

Implantação do implante subdérmico (Implanon). Fonte: Coren-PI

A captação das mulheres realizou-se através da busca ativa, onde alunos e preceptores percorreram as unidades básicas de saúde identificando mulheres para participar da etapa prática.

Benefícios para a População

As parcerias formadas entre as Secretarias Municipais de Saúde dos municípios e o Coren-PI leva as mulheres uma saúde sexual e reprodutiva de qualidade.

As ações deverão ser ampliadas para os demais municípios piauienses, qualificando os profissionais e beneficiando as mulheres.

Com base nessa capacitação, os Enfermeiros estarão aptos a realizar a inserção do DIU de cobre e do Implanon em seus municípios, ampliando o acesso da população a métodos contraceptivos seguros, eficazes e de longa duração, essa ação fortalece ainda mais a assistência à saúde da mulher em todas as regiões.

DIU de Cobre

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um método contraceptivo com uma alta efetividade de 99%, obtendo índice maior ao da pílula anticpnceocional.

A inserção do DIU pode acontecer em qualquer momento da vida reprodutiva, inclusive em mulheres que não tiveram filhos, necessitando para isso, o descarte de uma gravidez.

Principais vantagens:

  • Ter duração de até 10 anos e ação localizada;
  • Eficácia não diminui por interação com outras medicações;
  • Não é um método hormonal;
  • Não depende da ação da pessoa para sua efetividade (não comportamental);
  • Não é abortivo;
  • Não provoca doença inflamatória pélvica e nem infertilidade.

Implante

O implante é um pequeno bastão, cerca de 3 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro, contendo levonorgestrel ou etonogestrel, que são hormônios sintéticos que bloqueiam a ovulação.

A inserção ocorre de maneira simples, no braço da mulher durante uma consulta, sob anestesia local. Tem duração de até 3 anos, tendo fácil remocação.

Esse método previne a gravidez poucos dias após a inserção, impede a menstruação e reduz a tensão.pré-menstrual. Da mesma forma, o implante atua como alternativa para mulheres que não podem usar anticoncepcionais contendo estrogênio.

A eficácia é superior ao da ligadura ou da laqueadura das trompas, do DIU e dos anticoncepcionais orais. Porém, todos os métodos têm taxas de falhas e a escolha do método precisa ser discutida com o profisional de saúde para esclarecer dúvidas e apresentar as vantagens e desvantagens.

Fontes: Coren-PI e Ministério da Saúde.